Dir: Jason Reitman
Cotação: 7/10

Nick Naylor (interpretado por Aaron Eckhart, visto recentemente em Dália Negra) é o vice-presidente da Academia de Estudos do Tabaco. Sua função é defender o interesse do conglomerado dos produtores de cigarro e para isso o personagem conta com um poder de convencimento nato. À eloqüência de seu discurso, se acrescenta o carisma do personagem diante do público. Obrigado por Fumar é, na verdade, uma crítica à indústria tabagista em forma de alegoria, o que torna mais prazerosa a sua apreciação.
Embora se trate de um tema polêmico, o diretor Jason Reitman cria uma atmosfera descontraída e leve, parecendo nunca se levar a sério. Os diálogos são inteligentes e rápidos, ajudados pelas performances dos atores (Eckhart, por exemplo, consegue transmitir com muita eficiência o carisma de Naylor). Ainda temos, mesmo que em participações menores, ótimos atores em cena como Robert Duvall, William H. Macy e Maria Bello.
No entanto, justamente por confiar demais na capacidade do protagonista de convencer, o roteiro derrapa em alguns momentos ao mostrá-lo por demais convincente, enfraquecendo os personagens com os quais ele se confronta, principalmente o senador vivido por H. Macy e a jornalista de Katie Holmes.
O filme ainda traz o anti-herói em sua vida pessoal. Mostra sua relação com o filho pequeno, que parece absorver os dotes do pai, o relacionamento amoroso com uma jornalista oportunista e a amizade com outros dois representantes importantes: uma da indústria de bebidas alcoólicas e outro de armas de fogo (eles se auto-denominam Mercadores da Morte). Numa cena muito interessante, Naylor chega a se vangloriar pelo fato de que o fumo mata muito mais pessoas no mundo que as armas ou o álcool.
Embora se trate de um tema polêmico, o diretor Jason Reitman cria uma atmosfera descontraída e leve, parecendo nunca se levar a sério. Os diálogos são inteligentes e rápidos, ajudados pelas performances dos atores (Eckhart, por exemplo, consegue transmitir com muita eficiência o carisma de Naylor). Ainda temos, mesmo que em participações menores, ótimos atores em cena como Robert Duvall, William H. Macy e Maria Bello.
No entanto, justamente por confiar demais na capacidade do protagonista de convencer, o roteiro derrapa em alguns momentos ao mostrá-lo por demais convincente, enfraquecendo os personagens com os quais ele se confronta, principalmente o senador vivido por H. Macy e a jornalista de Katie Holmes.
O filme ainda traz o anti-herói em sua vida pessoal. Mostra sua relação com o filho pequeno, que parece absorver os dotes do pai, o relacionamento amoroso com uma jornalista oportunista e a amizade com outros dois representantes importantes: uma da indústria de bebidas alcoólicas e outro de armas de fogo (eles se auto-denominam Mercadores da Morte). Numa cena muito interessante, Naylor chega a se vangloriar pelo fato de que o fumo mata muito mais pessoas no mundo que as armas ou o álcool.
A pontada que o filme provoca é incisiva e ao mesmo tempo sarcástica. Não vem de forma pesada, mas ainda assim incomoda, principalmente porque é cinicamente verdadeira e necessária.
Postado por Rafael
3 comentários:
Recomendado por Adla, aluna da Facom, vim aqui, neste blog, que me surpreendeu pela excelente qualidade dos textos. Se quiserem perder tempo, peço que visitem o meu: http://setarosblog.blogspot.com/
Um grande abraço,
Olá meus colegas lhindosss...
parabéns pelo blog. Concordo plenamente com Prof. Setaro quando à excelência e qualidade dos textos. Um bjo no coração!
Adla Viana
Êita Rafa, pra variar fiquei louca pra ver o filme!
Ainda mais porque ainda tô formando meu conceito sobre Eckhart. Ele caiu em Dália Negra (mas acho que o roteiro não o ajudou), mas quero ver mais trabalhos.
Adorei o texto!
Beijos parceiro!
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